As
organizações de classe vivem uma crise histórica; já não mais conseguem
estabelecer um ponto de referência capaz de afirmar suas convicções de caráter
revolucionário. Vivem numa apatia política que já não mais dá conta de conduzir
o processo de luta de classes. Há uma profunda necessidade de se reconstruir
essas convicções no seu aspecto, teórico, programático e orgânico, voltadas
mais para a atualidade, devendo levar em conta a sociedade no seu aspecto
cultural, econômico e social, para estabelecer uma metodologia e valores,
capazes de unificar e vencer a crise, superando Marx, Engels entre outros. Por
esses o caminho foi mostrado, demostrado nas relações sociais e de trabalho,
com acertos, erros e capitulações ao longo da história. É necessário mudar; não
interessa onde vai dar, mas sim como caminhar. Não dá mais para continuar se
repetindo indefinidamente, nas mãos de lideranças arcaicas, recitantes,
desqualificadas, que desejam resolver-se individualmente e não os problemas de
uma classe. É preciso tentar apontar caminhos e sair do denuncismo; mesmo com
contradições é preciso seguir em frente.
A
Voltaire se atribuiu pai da palavra “partido”, já que a palavra “facção” dava
um sentido pejorativo a organização social de grupo mesmo tendo a mesma
significação, “partido” surge da sua antecessora palavra “seita”, ideia de
parte, que se torna “partido”, que além de ser uma divisão é a associação de
tomar parte, a “seita” saiu e se bandeou para a religião.
O
“partido” institucionalizado ganhou a forma de estrutura na nossa sociedade,
associação da parte: “partido” se tornou parte do todo, “facção” parte contra o
todo.
Os
“partidos” são uma necessidade? Se um “partido” é parte de um todo e não é
capaz de governar nesse mundo de poder e sedutor do capitalismo, não seria ele
então uma “facção”? Nessa contradição ganha terreno a “seita” e seus
fundamentalistas, que gritam, oram, xingam, esperneiam sem ter conhecimento do
momento histórico, conservadores que fomentam o caos, a anarquia em nome de uma
determinada crença. Quem perde somos nós homens que desejam governar a si
próprios.
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