ADORNO

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

O PRÍNCIPE É BRASILEIRO



A onda pragmática dos novos tempos não nos permite enxergar, as barbaridades que ocorrem com nossos vizinhos, Venezuela, Nicarágua, Costa Rica, ou ainda mais distante, Líbano, Síria, Angola, Moçambique e a falta de humanidade crescente. Deus é brasileiro, somo um país de bons sentimentos. Não é estranho que nossos sentimentos sejam tão passageiros?
Não é estranho que nossos políticos afirmem que fizeram tantas coisas pelo bem do país, dando a impressão de que muito foi feito e há muito por fazer, que por isso não é possível perceber?
Talvez eu esteja equivocado. Possivelmente, a ditadura, José Sarney, Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Ignácio Lula da Silva, Dilma Roussef e nossos parlamentares que completam bodas de ouro no governo por conta da ignorância do eleitor sofram em silêncio, com as desumanidades praticadas aqui e acolá, só não se manifestaram ou se manifestam porque não tem tempo.
Só vejo que: ou eles estão convencidos de que a humanidade não tem mais solução e que todos serão julgados por Deus e punidos, então nada é necessário fazer, ou eles querem incutir 518 anos de mentiras para justificar tanto desprezo pelos seus pares.
Tentemos entender porque os mesmos nomes de 30 anos ainda se candidatam e são eleitos, porque a sociedade os legitima?
Toda essa brutalidade só tem equivalente na hipocrisia de um povo e dos nossos homens públicos. Essa “democracia” que mata de fome, desrespeita o ser humano, ainda é colonizado pelos ideais do imperialismo, mantemo-nos como colônia e alcoviteiros dos americanos e europeus que usam o poder econômico para seduzir, pressionar, a ingerência e a cumplicidade militar para nos manter nas rédeas do capitalismo.
Os desmandos e crimes contra o cidadão terão sua continuidade após a eleição e a esquerda capitulando sob as regras dessa “democracia”. As promessas de campanha são farsas, tanto de um lado quanto de outro, já que não há possibilidade dos trabalhadores serem donos dos meios de produção. O chauvinismo da burguesia é incurável. Moral da história: quando virem o presidente da República, o governo, deputados e senadores abraçarem criancinhas, tomar café no boteco do português da padaria, chorar pelas vítimas da repressão em qualquer ponto do mundo, desconfiem. Nada se faz sem interesse. São artistas encenando “O príncipe” de Maquiavel.


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