A onda pragmática dos novos
tempos não nos permite enxergar, as barbaridades que ocorrem com nossos
vizinhos, Venezuela, Nicarágua, Costa Rica, ou ainda mais distante, Líbano,
Síria, Angola, Moçambique e a falta de humanidade crescente. Deus é brasileiro,
somo um país de bons sentimentos. Não é estranho que nossos sentimentos sejam
tão passageiros?
Não é estranho que nossos
políticos afirmem que fizeram tantas coisas pelo bem do país, dando a impressão
de que muito foi feito e há muito por fazer, que por isso não é possível
perceber?
Talvez eu esteja equivocado.
Possivelmente, a ditadura, José Sarney, Fernando Collor de Melo, Fernando
Henrique Cardoso, Luiz Ignácio Lula da Silva, Dilma Roussef e nossos
parlamentares que completam bodas de ouro no governo por conta da ignorância do
eleitor sofram em silêncio, com as desumanidades praticadas aqui e acolá, só
não se manifestaram ou se manifestam porque não tem tempo.
Só vejo que: ou eles estão
convencidos de que a humanidade não tem mais solução e que todos serão julgados
por Deus e punidos, então nada é necessário fazer, ou eles querem incutir 518
anos de mentiras para justificar tanto desprezo pelos seus pares.
Tentemos entender porque os
mesmos nomes de 30 anos ainda se candidatam e são eleitos, porque a sociedade
os legitima?
Toda essa brutalidade só tem
equivalente na hipocrisia de um povo e dos nossos homens públicos. Essa
“democracia” que mata de fome, desrespeita o ser humano, ainda é colonizado
pelos ideais do imperialismo, mantemo-nos como colônia e alcoviteiros dos
americanos e europeus que usam o poder econômico para seduzir, pressionar, a
ingerência e a cumplicidade militar para nos manter nas rédeas do capitalismo.
Os desmandos e crimes contra
o cidadão terão sua continuidade após a eleição e a esquerda capitulando sob as
regras dessa “democracia”. As promessas de campanha são farsas, tanto de um
lado quanto de outro, já que não há possibilidade dos trabalhadores serem donos
dos meios de produção. O chauvinismo da burguesia é incurável. Moral da
história: quando virem o presidente da República, o governo, deputados e
senadores abraçarem criancinhas, tomar café no boteco do português da padaria,
chorar pelas vítimas da repressão em qualquer ponto do mundo, desconfiem. Nada se
faz sem interesse. São artistas encenando “O príncipe” de Maquiavel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário