A ascensão do fascismo, pode ser explicada através de um olhar
para esses 34 anos de “democracia” e eleições diretas, onde a corrupção, o
enfraquecimento das instituições, o crescimento da esquerda reformista e o
sucateamento do país impediu seu desenvolvimento.
Como oposição ao socialismo, os
ruralistas se organizaram, cresceram a partir da deformação desse socialismo, da
sua fragilidade e esperteza frente aos interesses da sociedade, por isso
cresceu o fascismo com o apoio das autoridades e da burguesia moralista.
Com o crescimento do agronegócio e a
sedução da pequena burguesia de que agro é tudo, agro é pop, os latifundiários
ruralistas oportunamente viram a importância de criar um exército poderoso, se
aliaram ao poder das armas, contra organizações de trabalhadores e poder avançar
sobre as terras indígenas.
O crescimento do fascismo ainda mantém
seus traços originais, em organização e propostas, fomentar uma armada ofensiva
com o apoio da pequena burguesia que sonha em ser burguesia que tem muito mais
fé na ação armada direta do que na autoridade do Estado e eficácia do
parlamento
Nas regiões agrícolas e da pecuária esse fascismo próximo de se eleger como classe
dominante, com o suporte financeiro dos capitalistas e proteção das autoridades
civis e militares, já estão se compondo com a conquista de 73 cadeiras no
congresso alcançando um poder sem limites.
Uma grande ofensiva se forma contra os
direitos dos trabalhadores e da sociedade. Em 2019 vai ser possível ver
direitos serem esmagados e a população comprar cabrestos nos shoppings da vida
e postar com alegria no wathsap.
As infantilidades postadas como fake
News, as postagens adolescentes fúteis, vão sentir uma violência generalizada
que terá seu lado positivo, vai fazer crescer aqueles que brincam de socialismo.
Talvez com isso haja um avanço para as forças socialistas, levando-as a um
compromisso sério com os trabalhadores e miseráveis, já que até o momento o
compromisso demagógico só fez chegarmos a atual situação de descrédito.
A ascensão do fascismo foi permitida
pela incompetência política do neo-liberalismo e da esquerda festiva, pois não
contribuíram para uma visão de classe do trabalhador que agora lhes nega apoio.
A crise política do centro e da esquerda,
nada mais é que esse compromisso das tendências pré existentes. Essa crise
ainda vai manter essa falta de compromisso e divisão entre a oposição, já vista
na isenção de apoio ao Haddad para o segundo turno.
Essa pausa nas hostilidades entre as
esquerdas, por conta de interesses que não são do trabalhador, só perdurará até
a eleição do coiso, ai timidamente a esquerda vai tomar consciência da
importância do entendimento da luta de classes e os meios necessários para
derrotar os arrogantes capitalistas.
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