A
individualização e a competição fomentada dentro da sociedade capitalista, por
ela acirrada, provocou um fenômeno nas sociedades “civilizadas” que são as
chamadas correntes de opinião. Não
são mais somente as reuniões em salas fechadas ou em praça pública que unem
necessariamente um conjunto de pessoas em torno de uma proposta, esses grandes
arrebatamentos que tenho participado e observado, pela ética, pelo respeito
humano, direitos, justiça social, etc. que colocam os cães de guardas em
vigília em favor do sistema capitalista, também são os instrumentos criados
para a individualização.
É fato
que nas redes sociais as pessoas se empolgam, se sugestionam mutuamente, ou
melhor, transmitem uns aos outros, sugestões, essas pessoas não se tocam
fisicamente, não se veem ou se ouvem: estão sentados, cada um em suas casas, on
line navegando em páginas atualizadas quase que instantaneamente, chega e ser
poético.
Qual
vínculo existe entre nós? Esse vínculo é, justamente com a simultaneidade de
nossa convicção ou de nossa paixão, a consciência que cada um de nós possui de
que essa ideia, ou essa vontade pode ser partilhada no mesmo momento por um
grande número de outras pessoas. Basta que ela saiba disso, mesmo sem ver estas
pessoas, para que seja influenciada por estas em massa, algo fascinante.
Precisamos
entender que quando sofremos esse invisível contágio dom público de que fazemos
parte, somos levados a explicá-lo pelo simples prestígio da “atualidade”,
entendendo que nem sempre é “atualidade” aquilo que acaba de acontecer, mas
aquilo que está em discussão e relevante na atualidade.
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