ADORNO

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

ENSAIO DE UM CEGO DIALÉTICO SOBRE MUDANÇAS.




Você não vê como caminhamos para a destruição? Em algum momento Lulas e Moros morrerão, o bom e o mau, o justo e o injusto desaparecerão igualmente.
Cada momento histórico, cada geração, cada vida, morre em algum momento, e em sua plenitude germinam, novas exigências, novos métodos, novas experiências. É preciso coragem para regá-las e serem enfrentadas em seu processo de desenvolvimento. O fim de cada momento está nele mesmo.
Se a vida caminhasse só para o resultado, não haveria história a ser contada, apenas uma lógica e aceitar é estar simplesmente aceitando mitos e os grandes heróis que se pavoneiam nesse palco, nos tendo como plateia desse medíocre espetáculo.
Sabemos, eu e você, bem agasalhados, petiscando e bebericando nossa cervejinha nesse buteco, tagarelando sobre socialismo, que ele socialismo caminhará em todas as suas fases, até alcançar seus próprios extremos e absurdos, até morrer conservador dando lugar a uma nova revolução.
Será possível ver que tudo se transforma todo tempo, ou olhamos tudo e nada vemos?
- Olhem lá!
As massas caminham conforme os acontecimentos, mas os acontecimentos são fruto da massa e carregam seu vírus de contradição; não é possível admitir sermos somente ferramenta cega de um “destino”.
Suas misérias, suas crenças, são suas necessidades para construir sua fé ingênua, na simplicidade de sua ignorância; no seu fanatismo cruel um tipo de pensamento puro e infantil. Meu consolo é de que em algum momento sairei dessa adolescência e minha cegueira se dissipará.

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