ADORNO

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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O SOCIALISMO PEQUENO BURGUÊS REFORMISTA


Numa necessidade de abrir mercado, a burguesia internacional exigiu que o Brasil se modernizasse, econômica e politicamente, nascia um processo de abertura política que culminou nas diretas.
As diretas tiveram um período de ajuste, que foi preparar uma eleição direta sem revanchismo por parte de quem quer que fosse o eleito.
A esquerda representada por uma corrente vacilante, cheia de contradições, sem estratégia, nem táticas coerentes, não foi capaz naquele momento de enfrentar a social democracia e responder as tarefas da construção de um processo revolucionário.
O PT escondeu sua confusão ideológica, sua vacilação política sob uma leitura indiscutível do marxismo, começou a crescer, ao bandear-se para social democracia e adotar uma oratória não sobre o que devia se dizer, mas sobre o que era agradável ao povo ouvir, atinge o mais alto escalão onde pode habitar um partido, chegando no topo por dezesseis anos, o que lhe restava? Cair é óbvio, tudo que sobe um dia desce. Sua experiência de poder, fez perder o poder de atração sobre grande parte do trabalhador.
A vitória do golpe que gerou tumulto, combates desesperados e caóticos da militância, provou a incapacidade dessa nova corrente marxista-leninista reformista em justificar seus desmandos, que agora só podem voltar a ter significado se expuserem radicalmente suas contradições e seus interesses de classe, onde se acumulam os sintomas da sua degeneração do socialismo e de surgimento do reformismo socialista.
Hoje fica claro, que a situação confusa desse período eleitoral, que culminou na polarização da ultradireita e reformistas, anunciando a falência da política pequeno burguesa e da burguesa, provando não haver lugar intermediário entre a ultradireita e o verdadeiro socialismo.
A grande lição a tirar da frágil esquerda “marxista-leninista reformista” é a necessidade de romper uma vez por todas com os trabalhadores enquanto classe, e vestir o véu do “populismo democrático”, patrióticos e pacíficos com discurso pequeno burguês teimando em manipular os interesses do proletariado. Essa esquerda pequeno burguesa de consciência social está comprometida com uma classe dominante só podendo reproduzir o reformismo. O que a classe trabalhadora precisa é uma política para si própria.
Não há alternativa nenhuma entre aqueles que se dizem socialistas marxistas. O pensamento burguês está presente nas ações sobre o refluxo das ideias marxistas, temos agora uma variedade de pensamentos obscuros, desesperados, nada coerente.
Essa diluição das ideias marxistas reforçam as ações reformistas, que no poder negam a luta de classes, criam pactos entre o proletariado e o patronato, entre Lulas e Malufs, entre reação e revolução.
O capitalismo é criativo, pois dominam a mídia, o trabalho, a sociedade, no plano da cultura, política e ideias produzindo ainda aberrações. As vezes ele treme quando percebe uma possibilidade de revolta, do fim da propriedade privada, das religiões, da família, da tradição.
A luta por um mundo novo, igualitário, com distribuição de renda, respeito as diferenças é uma exigência desse século, que somente os excluídos podem levar a cabo é a única alternativa para a humanidade.

SIDNEY NUNES