ADORNO

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

APRENDENDO A CIDADANIA



leitura política e leitura do discurso


Nunca houve melhor momento do que o atual, para quem ousa pensar e expor os pensamentos a respeito da significação da política partidária, assim como a significação crítica de exercer a cidadania. É que não existe isenção política enquanto estivermos vivos, mesmo não fazendo nada fazemos alguma coisa, não fazer nada é também uma ação política. Exercer a cidadania nos ajuda a descobrir as incertezas, os acertos e os equívocos.
Deveria haver um aprendizado frequente com essas incertezas, acertos e equívocos, para poder retificar, melhorar, repensar o pensado para rever posições, principalmente para quem já viveu as crises de um governo em crise de princípios.
Os caminhos percorridos por políticos velhacos, mas virgens no caminho do capital, que ficaram grávidos de propostas sedutoras e a elas sucumbiram, deu no que deu, um impeachment e uma prisão política injusta, os personagens dessa história deveriam ter aprendido com as armações e traições, onde estavam envolvidos quase todos os partidos principalmente o PMDB, agora MDB, “me diga com quem tu andas que te direi quem és”, mas esse aprendizado não parece atingir os burocratas da mente do partido dos trabalhadores
Deveríamos todos aprender com a experiência, de conhecer, de viver, por parte de quem se prepara para a tarefa de governar, que envolve necessariamente a arte de fazer política. Minha intenção não é escrever prescrições que devam ser seguidas, nem tenho estofo para isso, e também porque seria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. Pelo contrário, o que me interessa aqui, é fazer uma provocação em torno de certos pontos ou aspectos, insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade política, quer dela participemos como militantes, ou como observadores e, por isso, críticos também.
Assim, em nível de uma posição crítica, a que não dicotomiza o saber do senso comum do saber burocrático e oportunista de alguns petistas, mais sistemático, de maior exatidão, mas busca uma síntese dos contrários, o ato de fazer politicagem que implica ganhar a qualquer custo e se vingar ao invés de governar para o povo, mesmo que isso nos esgote como eleitores. Como massa de manobra que somos, estamos cansados de ver sempre o egoísmo, egocentrismo e a falta de comprometimento com o trabalhador.
Se, na verdade, o PT ainda está fragilizado e sem solução dos conflitos, corre o risco em sua manobra política de indicar Lula para angariar votos e lançar Haddad para presidente de dar um tiro no pé, o que é bem provável numa inocência discutível, obscura, do ex-presidente Lula, não posso ultra-passar uma fase se não consegui com relativa clareza, ter a significação exata da anterior e do momento. A grande saída não está em punir Temer, o que se tornará contraditório será se unir ao MDB, PP, novamente, mas rever os princípios de um partido que se diz de trabalhadores e de “esquerda”.
 Fazer política é uma ação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante no sentido pessoal e econômico. Ninguém se candidata porque é bonzinho, apesar da singeleza que se dá aos fatos, até aos atos mais cruéis.


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