ADORNO

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

A ESQUERDA VAI AS URNAS


Ao analisarmos a política atual, observamos um vacilo na resposta marxista ao reformismo que vem atrasando e destruindo os ideais de luta da classe trabalhadora.
Levantamos bandeiras de forma grosseira, com citações e brados revolucionários como uma seita e exercendo um oportunismo rasteiro, que na prática nos leva sempre ao reformismo, como está presente nos partidos de esquerda enganando militantes dedicados. Esterilidade senil na ideologia, reformismo “democrático-popular” na política, espírito de seita na organização.
Isso se deve a esquerda não ter claro as condições propícias para uma transformação social, acabando por deformar o marxismo, isso vem se construindo a décadas, hoje continuar com essa prática em vista das capitulações observadas nas alianças com representantes do capital é imbecilidade.
Em vez de levar os ideais do trabalhador ao poder como amadurecimento das condições sociais econômicas para uma grande revolução dos oprimidos, os “socialistas atuais” passaram a concebê-la dentro de um quadro de uma transformação política, aproveitando situações de crises e de fragilidade do poder. O socialismo é uma questão social, que deve ser entendida em uma perspectiva a longo prazo; mas passou a ser uma questão de mera política. Basta um partido ousado, ávido de propostas oposicionistas, ligado às massas, para vencer uma eleição e assumir o poder.
Isso historicamente é desmentido, se não estarem reunidas as condições sócio econômicas para uma transformação sempre acabarão no reformismo e a coragem produzida na oratória acaba em oportunismo.
Uma política socialista, autenticamente marxista leninista, não pode transigir com fantasias de falsos líderes que se dizem socialistas, tem que tomar conhecimento do momento da luta, para, inserindo-se nela, conseguir acumular forças revolucionárias dia a dia.
Cabe ainda outras questões, os socialistas devem se aprimorar na concepção tática de luta, as manobras táticas devem caminhar com princípios, sem uma perspectiva marxista é impossível uma tática transformadora.
Continuar hoje com essa crença partidária, sob regras da burguesia é manter a desejada transformação socialista aprisionada por mais outras tantas décadas.
A presentar as massas uma alternativa de sistema é aumentar todos os dias o desprezo das massas pelo sistema, e buscar outros valores e tornar mais fundo o antagonismo que nos opõe.
A luta dos desesperados impulsivos só revela um atraso político que nada tem de socialismo.


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