Ao analisarmos a política atual,
observamos um vacilo na resposta marxista ao reformismo que vem atrasando e
destruindo os ideais de luta da classe trabalhadora.
Levantamos bandeiras de forma
grosseira, com citações e brados revolucionários como uma seita e exercendo um
oportunismo rasteiro, que na prática nos leva sempre ao reformismo, como está
presente nos partidos de esquerda enganando militantes dedicados. Esterilidade
senil na ideologia, reformismo “democrático-popular” na política, espírito de
seita na organização.
Isso se deve a esquerda não ter
claro as condições propícias para uma transformação social, acabando por
deformar o marxismo, isso vem se construindo a décadas, hoje continuar com essa
prática em vista das capitulações observadas nas alianças com representantes do
capital é imbecilidade.
Em vez de levar os ideais do
trabalhador ao poder como amadurecimento das condições sociais econômicas para
uma grande revolução dos oprimidos, os “socialistas atuais” passaram a
concebê-la dentro de um quadro de uma transformação política, aproveitando situações
de crises e de fragilidade do poder. O socialismo é uma questão social, que
deve ser entendida em uma perspectiva a longo prazo; mas passou a ser uma
questão de mera política. Basta um partido ousado, ávido de propostas
oposicionistas, ligado às massas, para vencer uma eleição e assumir o poder.
Isso historicamente é desmentido,
se não estarem reunidas as condições sócio econômicas para uma transformação
sempre acabarão no reformismo e a coragem produzida na oratória acaba em
oportunismo.
Uma política socialista,
autenticamente marxista leninista, não pode transigir com fantasias de falsos
líderes que se dizem socialistas, tem que tomar conhecimento do momento da luta,
para, inserindo-se nela, conseguir acumular forças revolucionárias dia a dia.
Cabe ainda outras questões, os
socialistas devem se aprimorar na concepção tática de luta, as manobras táticas
devem caminhar com princípios, sem uma perspectiva marxista é impossível uma
tática transformadora.
Continuar hoje com essa crença
partidária, sob regras da burguesia é manter a desejada transformação
socialista aprisionada por mais outras tantas décadas.
A presentar as massas uma
alternativa de sistema é aumentar todos os dias o desprezo das massas pelo
sistema, e buscar outros valores e tornar mais fundo o antagonismo que nos
opõe.
A luta dos desesperados
impulsivos só revela um atraso político que nada tem de socialismo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário