Viver significa fazer
escolhas todo tempo. Não há como ignorar o outro em nossa breve existência.
Vivemos em sociedade, precisamos determinar como viver e nossas escolhas acabam
por determinar nosso modo de vida. Viver exige todo tempo o exercício de
cidadania. O oposto, a indiferença, é covardia.
Não fazer escolhas é o que
nos impede de avançar como seres humanos, como sujeitos sociais, é essa ação de
inercia produzida na mente social de forma proposital para que desistamos de
viver. A história é a prova disso.
O que não acontece, acontece
porque a sociedade deixa de exercer sua vontade, deixa de fazer, de emitir sua
opinião, daí se choca com as armas, que fazem por si. Deixar de pensar no
mundo, no seu país, no seu estado, no seu município, deixar seus representantes
subirem ao poder, para depois só uma revolução poder tirar, são fatos
determinantes na história, são a realidade com aparência fictícia da
indiferença, por aqueles que não tomam partido, e amadurecem silenciosamente,
dão forma a vida coletiva dos mortos políticos.
Quando uma sociedade ignora o
que está a sua volta, não dá atenção a vida e o viver, acaba mentindo para si e
interagindo como se tudo fosse natural. E se eu tivesse assumido uma posição?
Se eu tivesse feito valer minha vontade? Eu teria mudado algo? A indiferença e
o ceticismo estiveram sempre aliados, por isso nunca tomaram partido, ou se
engajaram em combater os males a favor de algo com qual sonhavam. São os que
hoje reclamam da falta de “sorte”, das injustiças, dos políticos só sabem
roubar, buscando sempre a culpa no outro. Os que não tomam partido são
entediantes, por seu choro frequente, aparentemente inocente.
Viver é militar, expressar o
pensamento, tomar partido, fomentar o olhar crítico para o mundo, e, saber que
não existe crítica construtiva, que toda crítica é destrutiva, para se
construir o novo, isso é realidade.
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